sábado, 8 de novembro de 2008

Longo tempo culturamente morto, publico então algo um tanto antigo e lisérgico. Descupas a nenhum leitor (afinal, este blog é restrito a minha própria insignificancia) . Vive, vivemos, vida.

Acidez II

 

Olha que as janelas estão fechadas

Olha que o tempo não mais é

Vê estas flores que não mais são

Sente que nem tudo é plástico

Ouve aquela velha canção do bardo

Adormece acidamente

Acorda em poças de óleo quente

Mil arco-íris nestes céus

Dez dezenas de estrelas cadentes

O marquês fechou a porta

Tira todos os trajes da mala

E sente fluir o ex-tempo, que não mais é

Ouve, dança, flui