quarta-feira, 2 de julho de 2008

Relato antropofágico

Entra no consultório ninguém e tira suas roupas em frente ao psiquiatra. Grita. Treme. Salta. Salta. Senta. Olha. Come. Come a própria mão nenhuma. Fuma. Grita. Assusta. O psiquiatra dá seu diagnóstico: mutilação expressa por antropofagia. Corre. Come mãos e mães. Come crianças. Come seu tempo. Queima. Encontra. Encontra Tarsila do Amaral. Corre. Senta e se torna um quadro. Brilha.

PS: a dica do dia! Cuide bem da sua barba, ou a vovó vai se assustar.


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