sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

O Início.

Hoje, uma chuvosa Quinta-feira de Janeiro (a ultima do mês), sem nada mais para fazer, em uma ansiedade tremenda pelos próximos dias de Psicodália surge aquela idéia: vou iniciar outro Blog. Meu outro Blog coitado está morto (se bem que eu jamais divulguei aquele pobre Blog), então como uma nova idéia "pari" esta página, com um intuito de passar minhas idéias, reflexões, histórias, poemas e cotidiano de estudante universitário.
Espero que gostem e frequentem esta humilde página. Farei novas publicações sempre que possível (quando a quase "nada" puxada rotina da engenharia me permitir).

Como início acho que seria interessante contar um pouco sobre mim (o sujeito estranho por trás do teclado barulhento). Bem, sou algo excêntrico, sem muitas preocupações com a visão da sociedade sobre mim. Vivo como vivo, as vezes mais como um hippie maluco (no caso dos próximos cinco dias), as vezes mais como um engenheiro que porta-se com certos critérios, preocupado com o que será após o fim da formação acadêmica (não que isso me incomode). Posso dizer que sou libertário em excesso, não vejo o porquê de tanta repressão sobre os atos das pessoas e creio num mundo "raul-seixista", onde "há de ser tudo da lei". Sou perfeccionista por excelência, e sempre saliento isso. Apesar de todas as minhas atitudes nada ortodoxas prezo pelas coisas com qualidade em si (seja por realização efetiva das coisas, seja pelo acabamento, seja pela aparência de coisas). Mas não é por isso que posso ser taxado como um "padronizador" de mundos. Pelo contrário, gosto de coisas um tanto caóticas (se bem que todo o caos deve ser matematizável). Quanto ao resto, ah, é apenas o resto, não que isso não importe, mas minhas palavras não dizem o bastante. Essa linguagem falha da qual nos utilizamos não pode ser suficiente para tudo, não é mesmo?

Finalizando, posto aqui um texto-crônica-insano que redigi há algum tempo. Passo meu tempo livre escrevendo coisas "nonsense" e as vezes acabo viajando muito em idéias. (preciso passar a escrever menos, as vezes penso que estou pirando mesmo!)

Ai vai!

Noite de bar

-Garçom, sirva-lhe um conhaque que a noite há de ser longa como pétalas de margaridas do campo, com toda a graça de um beija-flor tangenciando-lhe as bordas.

E foi assim que Anônimo Pereira conheceu Sem-nome Gonçalves numa noite no bar de Zé Anonimato da Silva (brasileiro natural de Lugar Nenhum, sem anos), e comemoram seus desencontros pelas ruas ambíguas da vida.

Anônimo cortejava Sem-Nome crente que a levaria para a cama na primeira noite de encontro (como típico da maioria dos brasileiros, anônimos, como ele). Pedia tequilas e uísques, sem contar que lhe restavam poucas notas no magro bolso, saudosista dos tempos da inflação do Cruzado. Sem-Nome risonha como uma ave pesqueira ao avistar um cardume provocava-o veementemente, diretamente fitando-lhe os olhos, com o ardor de uma pomba nova.

O tempo passava e o casal aproximava-se exponencialmente, eis que Anônimo tangencia os lábios de mel (já um pouco ressecados por causa do cigarro) de Sem-Nome. O ato do beijo estende-se durante boa parte da madrugada, até que Zé Anonimato requisita aos pombinhos (que já aparentavam estar em núpcias) que parassem por ali a cena, visto que estavam iniciando o ato mais profundo de remover as roupas (típico entre seres humanos, na maioria dos casos maiores de dezoito anos e de sexos opostos entre si, apesar de que nem sempre coisas são assim), e beijarem em locais menos apropriados para a ocasião.

Anônimo revolta-se contra o Anonimato, e reage, revolto, embriagado, (típico brasileiro desempregado em noites de sextas-feiras), dizendo que apenas agia por paixão, amor ardente, e que queria preservar sua imagem, mesmo com a ocasião - imagem essa que a maioria dos freqüentadores do tal bar já sabiam não ser muito idônea – e prossegue ao balcão, puxando Sem-Nome pela entrada sobre o ombro (que a má alimentação causara naquela figura, ressalto aqui, tipicamente brasileira, nordestina, interiorana).

No balcão, Anônimo saca sua carteira e puxa as poucas notas de Real que lhe restavam, vale dizer que eram notas rascunhadas, rasgadas e putrefeitas, como a maioria das cédulas do dinheiro de nosso tempo. Anonimato, em tom já um tanto furioso, fita Anônimo e lhe requisita que dê imediatamente o restante do dinheiro para pagar a conta, visto que aquelas poucas notas não eram suficientes para sanar a dívida de bar.

Sem-Nome manifesta-se e seduz Anonimato, mesmo em frente a Anônimo, que fica perplexo. Tudo como poderia se esperar de um casal brasileiro sem “bufunfa”, sem lar, sem nada. Anonimato em um ato selvagem (selvagem até mesmo para um bar como o de sua posse) leva Sem-Nome para o quarto imundo que se conectava ao salão principal do bar.

Anônimo sai cabisbaixo do recinto e segue pela rua.

Nisso berros são ouvidos do bar:

- Ela era só uma prostituta (coisa típica de anti-contos-de-fadas brasileiros).

Anônimo cai pela sarjeta e ali dorme, visto que era um desabrigado miserável, como a maioria dos brasileiros deste tempo.



4 comentários:

Jack disse...

Valeu Walter. Gostei pra caramba do seu texto. Grande abraço e bom psicodália.

Anônimo disse...

Saudações montanhísticas man!meeeeeee..a piraaaa..ahahhaha cruzado ou real se decida!hauhauha
abrazos.

Anônimo disse...

aii primo com vc, cada coiiisa :B
neem pareçe vc msmo, pq vc eh tao
tao tao looooooooooooooooco uaaah :B
dhuashdusahudhasu to cm saudade ;~~
aahh nem li tudo pq vc sabe né , eu
to cm akela preguiça hahaha xDD

aaaa te adoro :B \o
e bom feriado pra vc ai :PpP

;****

Unknown disse...

Gostei disso. Você chegou inteiro na sua pseudo-casa?
Estou passando pra dar tchau, breve vizinho de um dia.
Fique bem.
=]
beijosmefuma