Espero que gostem e frequentem esta humilde página. Farei novas publicações sempre que possível (quando a quase "nada" puxada rotina da engenharia me permitir).
Finalizando, posto aqui um texto-crônica-insano que redigi há algum tempo. Passo meu tempo livre escrevendo coisas "nonsense" e as vezes acabo viajando muito em idéias. (preciso passar a escrever menos, as vezes penso que estou pirando mesmo!)
Ai vai!
Noite de bar
-Garçom, sirva-lhe um conhaque que a noite há de ser longa como pétalas de margaridas do campo, com toda a graça de um beija-flor tangenciando-lhe as bordas.
E foi assim que Anônimo Pereira conheceu Sem-nome Gonçalves numa noite no bar de Zé Anonimato da Silva (brasileiro natural de Lugar Nenhum, sem anos), e comemoram seus desencontros pelas ruas ambíguas da vida.
Anônimo cortejava Sem-Nome crente que a levaria para a cama na primeira noite de encontro (como típico da maioria dos brasileiros, anônimos, como ele). Pedia tequilas e uísques, sem contar que lhe restavam poucas notas no magro bolso, saudosista dos tempos da inflação do Cruzado. Sem-Nome risonha como uma ave pesqueira ao avistar um cardume provocava-o veementemente, diretamente fitando-lhe os olhos, com o ardor de uma pomba nova.
O tempo passava e o casal aproximava-se exponencialmente, eis que Anônimo tangencia os lábios de mel (já um pouco ressecados por causa do cigarro) de Sem-Nome. O ato do beijo estende-se durante boa parte da madrugada, até que Zé Anonimato requisita aos pombinhos (que já aparentavam estar em núpcias) que parassem por ali a cena, visto que estavam iniciando o ato mais profundo de remover as roupas (típico entre seres humanos, na maioria dos casos maiores de dezoito anos e de sexos opostos entre si, apesar de que nem sempre coisas são assim), e beijarem em locais menos apropriados para a ocasião.
Anônimo revolta-se contra o Anonimato, e reage, revolto, embriagado, (típico brasileiro desempregado em noites de sextas-feiras), dizendo que apenas agia por paixão, amor ardente, e que queria preservar sua imagem, mesmo com a ocasião - imagem essa que a maioria dos freqüentadores do tal bar já sabiam não ser muito idônea – e prossegue ao balcão, puxando Sem-Nome pela entrada sobre o ombro (que a má alimentação causara naquela figura, ressalto aqui, tipicamente brasileira, nordestina, interiorana).
No balcão, Anônimo saca sua carteira e puxa as poucas notas de Real que lhe restavam, vale dizer que eram notas rascunhadas, rasgadas e putrefeitas, como a maioria das cédulas do dinheiro de nosso tempo. Anonimato, em tom já um tanto furioso, fita Anônimo e lhe requisita que dê imediatamente o restante do dinheiro para pagar a conta, visto que aquelas poucas notas não eram suficientes para sanar a dívida de bar.
Sem-Nome manifesta-se e seduz Anonimato, mesmo em frente a Anônimo, que fica perplexo. Tudo como poderia se esperar de um casal brasileiro sem “bufunfa”, sem lar, sem nada. Anonimato em um ato selvagem (selvagem até mesmo para um bar como o de sua posse) leva Sem-Nome para o quarto imundo que se conectava ao salão principal do bar.
Anônimo sai cabisbaixo do recinto e segue pela rua.
Nisso berros são ouvidos do bar:
- Ela era só uma prostituta (coisa típica de anti-contos-de-fadas brasileiros).
Anônimo cai pela sarjeta e ali dorme, visto que era um desabrigado miserável, como a maioria dos brasileiros deste tempo.
4 comentários:
Valeu Walter. Gostei pra caramba do seu texto. Grande abraço e bom psicodália.
Saudações montanhísticas man!meeeeeee..a piraaaa..ahahhaha cruzado ou real se decida!hauhauha
abrazos.
aii primo com vc, cada coiiisa :B
neem pareçe vc msmo, pq vc eh tao
tao tao looooooooooooooooco uaaah :B
dhuashdusahudhasu to cm saudade ;~~
aahh nem li tudo pq vc sabe né , eu
to cm akela preguiça hahaha xDD
aaaa te adoro :B \o
e bom feriado pra vc ai :PpP
;****
Gostei disso. Você chegou inteiro na sua pseudo-casa?
Estou passando pra dar tchau, breve vizinho de um dia.
Fique bem.
=]
beijosmefuma
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